terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Maré

A lua iluminava a noite densa e gelada
E agora a minha vida se resumia a quase nada
O que houve? Quem a levou?
Aquele barco à deriva… Aquela história perdida
Esperanças de um dia que não chegou.


Uma mão que me cegava, uma morte me alcançava
Se em um instante eu me perdia, em outro eu me encontrava
Tudo acabaria? Tão logo e de repente?
Seria esse o fim da vida… Tão vazia, tão doída…
Velejando sem destino, perdida para todo o sempre.

A dor me acompanhava, o prazer se fez presente
A crueldade da escuridão contrariava meu eu carente
Eu gostava, deveria? Quem decepcionaria?
O espelho do mar revelava minha face escondida
E as ondas a quebrar sanavam as dúvidas que eu sentia.

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