Learning to fly
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Maré
E agora a minha vida se resumia a quase nada
O que houve? Quem a levou?
Aquele barco à deriva… Aquela história perdida
Esperanças de um dia que não chegou.
Uma mão que me cegava, uma morte me alcançava
Se em um instante eu me perdia, em outro eu me encontrava
Tudo acabaria? Tão logo e de repente?
Seria esse o fim da vida… Tão vazia, tão doída…
Velejando sem destino, perdida para todo o sempre.
A dor me acompanhava, o prazer se fez presente
A crueldade da escuridão contrariava meu eu carente
Eu gostava, deveria? Quem decepcionaria?
O espelho do mar revelava minha face escondida
E as ondas a quebrar sanavam as dúvidas que eu sentia.
domingo, 13 de janeiro de 2013
Pudim (porque eu não sei dar nomes pra textos)
Não é comum chegar em casa e vê-la submersa em água. O melhor seria dizer “não vê-la”. Esse é um problema em terrenos mais baixos que a rua. É um problema de casas que ficam na base de um morro altíssimo, bem no meio do buraco que se forma entre um morro e outro. Bem no cu do bairro. É um problema meu, da minha casa. Quando chove muito é uma merda.
Não seria tão ruim se tivesse um lugar para a água escoar. E seria melhor ainda se não tivesse um rio que corta a cidade passando a 50 metros da minha casa.
Não fazia nem um mês que eu morava ali. Não conhecia nada, nenhum vizinho, nenhum bar… Tudo o que conhecia era o que ficava entre minha casa e o meu trabalho. Conhecia o rio também, apesar de ele não ficar nesse trajeto. Sabia que algum dia aquilo seria um problema.
Chegou o verão e depois da seca de muitos dias, não sei quantos, uma maldita tempestade com muita, digo muita mesmo, água resolveu aparecer também para fazer uma visitinha. Molhou tudo. Alagou tudo. Transformou aquele quarteirão em uma represa. Só dava pra enxergar o primeiro metro de cada casa.
Meus poucos móveis abaixo d’água. Meu computador abaixo d’água. Minha grande tv cara abaixo d’água. Minha pantufa fofa do rei leão abaixo d’água. Meus papéis de contas, trabalho, rascunho, todos abaixo d’água.
Minhas calcinhas abaixo d’água.
Minha vaquinha de pelúcia abaixo d’água.
Minha escova de dente abaixo d’água.
Tudo.
Abaixo d’água.
Minha vida abaixo d’água.
Minha primeira casa abaixo d’água.
Só me restava minha carteira, meu celular de pobre e meu notebook velho em uma mochila. E a roupa do corpo que, com certeza, não era a minha mais confortável e favorita.
Interpretei tudo como um sinal. Fui pro bar mais próximo que encontrei.
Tava louca querendo encher a cara e dizer “foda-se mundo, eu to viva e bem viva e vou viver, foda-se”. Queria transar com alguém. Algo bem selvagem, que me maltratasse muito e me fizesse sentir prazer ao mesmo tempo.
Queria sair correndo pela rodovia de moto sem capacete na velocidade máxima e me jogar no asfalto.
Queria adrenalina. Queria sentir coisas que nunca senti antes. Queria sentir que perder tudo na verdade não foi nada. Que aquelas coisas idiotas que ficavam trancadas naquela caixa decorada gigante enquanto eu trabalhava o dia inteiro, que essas coisas não significam nada, não tinham valor nenhum.
Queria que alguém ouvisse a minha história e dissesse “hey, foda-se a sua tv gigante e cara, foda-se a sua pantufinha fofa, você só precisa respirar pra ser feliz”.
Essa era a oportunidade perfeita para eu largar tudo (que agora era nada) e sair por aí pelo mundo conhecendo novas culturas, tendo novas experiências, usando todos os tipos de drogas, vendo o pôr do sol cada dia de um lugar diferente. Era a oportunidade perfeita para eu fazer o que sempre sonhei, o que todos sonham. Ser livre. Sem medo de por tudo a perder. Me libertar da rotina, dos mesmos rostos, da monotonia, dos programas chatos de tv…
Passei duas horas no bar sonhando com a vida perfeita que teria dali em diante.
O celular tocou. Era a minha mãe. Disse que eu podia ficar na casa dela até tudo se ajeitar. Disse que eu podia ficar lá pra sempre e que foi uma péssima ideia quando eu resolvi sair. Disse que tinha um pudim de panetone me esperando.
Paguei as três garrafas de coca-cola que tomei e fui comer pudim.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Aqueles dias difíceis do mês...
_E agora vem pedir
desculpa? Dê-me um bom motivo para te desculpar. Você acha que é
fácil te perdoar depois do que você fez? Você ainda tem crédito no celular,
um toquezinho bastava, uma pequena mensagem bastava. Podia ter usado
a wifi para mandar uma DM pelo twitter, ou
alguma mensagem no facebook. Podia ter improvisado. Pedido
para algum amigo me avisar, pra sua mãe, qualquer pessoa. Não
precisava ter me abandonado desse jeito. Você não tem ideia do
quão horrível passar uma tarde sem um sinal de vida seu. Pior
ainda: descobrir que fui trocada pelo videogame. Você quer
me matar do coração, só pode! Ou nem se importa mais comigo. É
isso? Não tá nem aí pra mim. Com certeza deve ter enjoado de mim
e aproveitou sumir por esse dia, ficar longe dessa guria chata. Eu
devo ser uma namorada horrível, até pouco tempo atrás você dizia
que me amava. Isso acabou tão rápido? Eu pensei que
envelheceríamos juntos como você sonhava comigo. Poxa, eu pensei
que você era feliz comigo. Se eu não estou te fazendo feliz assim,
pode me deixar e ir lá com o videogame... Se é que era
videogame mesmo...
_Hey... Calma... Me
perdoe por tudo isso, prometo que vou tentar não fazer mais isso. E
jamais pense que eu ainda não te amo, tá coisinha? Eu amo você
mais do que tudo nessa vida e a última coisa que eu queria era te
deixar assim. Eu vacilei, podia ter ligado pra avisar, mas estava
tão empolgado que... Me perdoe, por favor! Hey, por que está
chorando? Não fique assim, não chore...
_Eu sou muito idiota.
Chorar por coisinhas bestas como essa. Foi só uma tarde... você
mora há mais de quatrocentos quilômetros daqui, devo ser muito
chata querendo te controlar. Me desculpa. Eu... Eu sou retardada
mesmo, ai como eu odeio esses dias! Me desculpa por ficar irritada
por nada.
domingo, 30 de outubro de 2011
Enfim 17, capitão!
Ele estava reclamando comigo que não aguentava mais ter 16 anos... É, deve ser complicado. Me pergunto se estarei assim daqui alguns meses. Mas, é que no caso do meu capitão, ter 16 deve ser realmente uma tragédia, pois ele já viveu seus 16 bem antes de ter essa idade... Ele "cresceu" rápido demais. É o que eu acho. E todos devem concordar comigo. Esse lance de ter mais juízo, de ter mais experiências, de ter vivido bem mais do que a idade permitiria normalmente. Ele é foda.
Já me ajudou tanto, já me fez rir tanto, me ensinou muitas coisas, e me influenciou em tantas outras. E de muitos amigos ~virtuais~ é o que permanece da mesma forma, e continuará assim por muito tempo. Deve ser por culpa de uma promessa, né? Coitado! Ele mora longe pra caramba, não o conheço pessoalmente, e não tive a graça de lhe desejar feliz aniversário em vezes passadas... E olha... Vejo pessoas que acham que isso não é o bastante para gostar de alguém. Ele me influenciou a assistir One Piece, como não gostar? E além do mais, me prometeu que seria meu amigo pra sempre.
Às vezes paro e fico imaginando nossas aventuras, aventuras estas que teremos quando finalmente sairmos navegar... Ele e todos do navio reclamando da comida ruim que eu faria (se eu serei a péssima cozinheira do navio, coloco toda a culpa nele). Ah, pena que tudo isso fica só na imaginação... por enquanto.
Como eu queria te conhecer, Procópio! Como eu queria estar próxima de ti sábado e te desejar um feliz aniversário com um abraço bem apertado. Mas, já que não posso tudo isso, tenho que me contentar em escrever, mesmo que as melhores palavras me abandonem (ou nunca tenha me acompanhado). Você consegue entender o significado disso mesmo assim, né? Eu te desejo tudo o que há de bom nesse mundo e que você permaneça sempre feliz, pois você é muito importante pra mim :)
Feliz 17 anos, capitão!
De sua amiga que te adora muito, Eliz Chopper.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
3x4
Sabe, a vida é muito estranha. Aí eu imagino que se eu estivesse te dizendo isso pessoalmente, você me olharia com uma cara de "sério isso?", uma expressão irônica e engraçada, eu riria e diria que é extremamente sério, tão sério quanto quando digo que eu te amo. A vida é estranha e eu já te disse muitas vezes, meu bem... Tantas vezes que você já não consegue mais contar. Tão estranha que agora, neste texto, eu estou te chamando de "meu bem" em vez de "retardado". Ah, não... Me lembro que constatamos que não te chamo muitas vezes de retardado... "Besta" sai automaticamente da minha boca sem eu ao menos pensar em outro sinônimo.
Sabe, é, você sabe muito bem. Você sabe tanto que sabe até mais do que eu, e eu não ligo. Você sabe tanto sem ao menos saber de nada quando eu que sei não sei bem. Tão estranho. E você sabe também o que me faz feliz. E eu não ligo. Nem um pouquinho. Você sabe o que me deixa irritada... Mas em compensação não sabe se controlar quando eu digo "pára!". Eu sou uma placa, uma bela placa, que diz "pare", uma placa ambulante que diz "pare", uma placa "pare" que te atrai, um paradoxo... E você sabe disso e não para. Sou o pólo negativo. Uma peça de quebra-cabeça. E você sabe muito bem disso. Sabe que eu sou o verso principal, a essência, o anel que ainda permanece com você...
E eu também sei. Sei de muitas coisas. Sei que a vida é tão estranha! Sei que sou a garota que te deixa com esse sorriso bobo, a quem você daria sua vida. E sei que eu fico tão feliz com isso! Sei que a seus olhos eu sou perfeita, e quando eu te digo pra ficar quieto quando começa a me elogiar, é porque eu fico constrangida, fico vermelha, corada, e você ri. Me desculpe.
Eu sei, você sabe... A vida é tão estranha! Há um tempo atrás eu nem te conhecia. Há um tempo atrás eu não sabia de nada disso. Há um tempo atrás eu fugia, tinha medo de saber... A vida é tão estranha, meu bem. Tão, mas tão estranha. A vida... Ela gosta de pregar essas peças na gente, né? Ela gosta de que tudo seja do jeito que ela quer. Quer que o que eu planejo não aconteça, e faz com que eu seja atraída por tudo o que me faz fugir. Ela gosta de brincar com nós. Colocar e tirar sentimentos estranhos. Confundir. Nos aplica provas, testes... da nossa resistência, da nossa persistência... Mas a gente acaba entrando na brincadeira também. Tipo quando a gente brinca quando criança, que só para quando acaba em choro ou quando fica bem cansado. Não tão diferente de hoje. Ou a gente chora, ou a gente cansa. Ou a gente chora porque cansa. A vida deixa a gente brincar com ela porque ela sabe que depois, se chorarmos, alguém vai enxugar nossas lágrimas, vai nos segurar pelos braços, nos olhar nos olhos e dizer em um tom impaciente "agora chega!".
A vida... Tão estranha quanto eu. Tão estranha quanto meu sobrenome pronunciado em polonês. Essa estranha, tão dificil de se entender, tão complexa, e tão louca... nos uniu. Imagine só: eu, você... Eu, que só gosto do caldo do feijão, e você, que é louco por verduras. Eu, que insisto em meus pleonasmos, e você, que insiste em conjugar o "mim". Eu e você. Tão diferentes. Juntos. Quem diria? Todo mundo.
A vida nos deixou distante... Mais uma "brincadeira" dela. Ela quer que eu me canse. Para que quando eu estiver a ponto de chorar de saudades, ela te trazer pra mim de volta, porque só você sabe me fazer sorrir em um instante.
Dedico com todo o meu amor e carinho: ao meu pólo positivo, que seca minhas lágrimas, que ama me ver corada, que corrige meus pleonasmos, que confundia rúcula com agrião, que relaciona minha burrice com a cor do me cabelo constantemente, que me deu uma vaquinha de pelúcia, que aprendeu a tocar 3x4 na gaita pra mim... enfim, ao louquinho capaz de me amar.
terça-feira, 14 de junho de 2011
eu sou...
Eu sou uma mistura de tudo o que gosto e do que não gosto. Uma mistura de meu pai e da minha mãe. Uma mistura do que aprendi e do que não sei. Eu sou uma mistura.
E eu sou aquilo que eu sonho. Eu sou aquilo que eu desejo. Eu sou aquilo que eu vivo. Aquilo que um dia eu vou viver. Eu sou um pouco de meus amigos, um pouco dos meus inimigos.
Eu sou como a canção diz, ela me descreve perfeitamente. Eu sou as minhas roupas, os meus tênis, aquilo que visto, aquilo que uso, aquilo que como, o que bebo. Eu sou o perfume que exalo. Eu sou uma mistura de tudo isso. Eu sou o que necessito, twitter, msn, blog... internet.
Eu sou o ar que eu respiro. Eu sou a raiva que sinto. Eu sou a felicidade que tento compartilhar. Sou a tristeza que você percebe, as lágrimas que derramo. Eu sou esse sorriso que você vê. Eu sou esses olhos que se escondem, muitas vezes, por medo e insegurança. Eu sou meus medos. Eu sou toda essa insegurança que sinto. Eu sou as minhas vontades, meus vicios, minhas manias. Eu sou meu sono, meus sonhos, meus pesadelos. Eu sou a preguiça que sinto, e eu sou preguiçosa pra c*ralho.
Sou o que você vê, o que você imagina, a primeira impressão que você tem de mim. Depois disso, eu sou o que você conhece. Eu sou tudo isso. Eu sou muito mais. Sou o que escrevo. E escrevo o que sou. Tudo tem um pouco de mim. Eu tenho um pouco de tudo.
Eu sou uma mistura. Uma mistura que pode ser boa, ou ruim. Tento pegar o melhor dos ingredientes, mas sempre acontece algum erro na dose, ou um erro em outro lugar que acaba não dando tão certo a receita. Erros fazem bem, passar a vida tentando corrigi-los é o que anima tudo isso, é o que dá movimento a vida. Erros fazem parte da vida, muitos erros fazem parte da minha vida, e por isso também sou eles. Acertos também são bons, e eu acerto, muitas vezes, mesmo que eu tenha que tentar muito, em algum momento eu acerto, a prática ajuda. Sou meus erros e meus acertos. Sou as minhas escolhas, certas ou erradas. Sou a indecisão em pessoa. Sou essas palavras, que servem para me ajudar ou me deixar mais confusa ainda. Sou a minha confusão. Vivo confusa.
Sou o cansaço, quando chega no fim do dia, e minha maior vontade é dormir... e assim, tudo acabar, temporariamente. Para que eu acorde, viva outro dia, e descubra mais coisas que sou, ou não descubra nada.
domingo, 15 de maio de 2011
não é sempre...
que a gente encontra alguém que faça bem e nos leve desse temporal
=)
Se alguém já te deu a mão
E não pediu mais nada em troca
Pense bem
Pois é um dia especial
Eu sei que não é sempre que a gente encontra
Alguém que faça bem e nos leve desse temporal
O amor é maior que tudo
Do que todos até a dor se vai
Quando o olhar é natural
Sonhei que as pessoas eram boas
Em um mundo de amor
E acordei nesse mundo marginal
Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar que me acalma
Me traz força pra encarar tudo
Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar que me acalma
Me traz força pra encarar tudo
O amor é maior que tudo, do que todos, até a dor
Se vai quando o olhar é natural
Sonhei que as pessoas eram boas
Em um mundo de amor
E acordei na terceira guerra mundial
Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar que me acalma
Me traz força pra encarar tudo!
=)
dia especial
Se alguém já te deu a mão
E não pediu mais nada em troca
Pense bem
Pois é um dia especial
Eu sei que não é sempre que a gente encontra
Alguém que faça bem e nos leve desse temporal
O amor é maior que tudo
Do que todos até a dor se vai
Quando o olhar é natural
Sonhei que as pessoas eram boas
Em um mundo de amor
E acordei nesse mundo marginal
Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar que me acalma
Me traz força pra encarar tudo
Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar que me acalma
Me traz força pra encarar tudo
O amor é maior que tudo, do que todos, até a dor
Se vai quando o olhar é natural
Sonhei que as pessoas eram boas
Em um mundo de amor
E acordei na terceira guerra mundial
Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar que me acalma
Me traz força pra encarar tudo!
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